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quarta-feira, dezembro 06, 2006


Eu posso viver sem você




Eu posso viver sem você. Claro que posso. Posso ficar sem você, e não vou morrer se isso não acontecer. Tem gente que diz que amar alguém é não conseguir viver sem aquela pessoa. Morrer se ficar sem ela. Não concordo. Isso seria falta de escolha. Se você não consegue, mesmo se não amasse teria que ficar com a pessoa. Por isso, eu conseguiria ficar sem você e, como já disse, não morreria se você me deixasse. Não mesmo. Eu posso ficar sem você. Mas eu não quero. Eu continuaria a escrever, a trabalhar e tudo mais, mas com você, eu escrevo muito melhor, e trabalho com muito mais vontade e com humor. Eu continuaria vivendo, continuaria por aí, no mundo, pela vida. Mas com você minha vida seria muito melhor, e andar por aí no mundo seria muito menos doloroso e penoso, e pareceria um passeio de domingo.

Eu sempre achei que não poderia viver sem as mulheres com quem me metia. E por isso, eu achava que gostava muito delas, quando na verdade não era isso. Com muitas delas ? com quase todas - eu nem queria estar mesmo, nos momentos finais do relacionamento, e em vários momentos eu pensava que estaria melhor sem elas. Mas, por eu achar que não conseguiria ficar sem elas, eu continuava, e até sofria quando acabava. Mas a diferença é que eu posso viver sem você. Mas não quero. Não quero. Eu não estou com você por achar que não conseguiria viver sem você. Estou com você por achar que minha vida com você vai ser muito melhor. Estou com você porque gosto de você, e tenho certeza de que não há realidade alternativa na qual eu estivesse melhor do que estou com você. Estou com você por que, em momento nenhum desde a primeira vez que te conheci, pensei que estaria melhor em qualquer lugar, fazendo qualquer coisa, se você não estivesse por perto.

Eu posso ficar sem você. E você sem mim. Mas eu não quero, simplesmente não quero. Eu quero você. Quero tudo o que você representa e faz comigo. Quero você por tudo o que eu sou quando você está comigo, por tudo o que quero ser quando estou com você, e por tudo o que eu não sou por sua causa. Eu não quero ficar sem você porque não quero ficar sem seu mau humor, não quero ficar sem carregar sua pasta pesada, feia e idiota, porque não quero ficar sem a saudade enorme que eu sinto te vendo tão pouco nem sem os ciúmes idiotas que sentimos um do outro mas fingimos que não tem nada. Eu não quero ficar sem você porque seria muito chato ficar sem seus casacos horrorosos, sem suas crises de choro sem motivo ou sem seus abraços que dão vontade de ficar ali pro resto da vida. Enfim, eu posso ficar sem você, magrela, posso passar o resto da minha vida sem você, mas, definitivamente, eu não quero.

Billy Shears . ( bem, não sei se o nome dele é esse...mas adorei ler sobre o amor descrito por um homem.)

No blog dele, se descreve assim :"Bom, eu faço publicidade, mas sou redator e pretenso escritor. Sou simpático, inteligente, criativo, engraçado, bom caráter... Bom, e às vezes eu tento ser modesto, mas me faltam argumentos".Leia mais em : http://www.theshearsfiles.blogspot.com/


segunda-feira, dezembro 04, 2006


PRIMAVERA DE DOMINGO



Ele diz que o branco fica tão bom quanto o azul ou o florido. Que tanto faz o cabelo preso ou solto. Vestido curto, logo abaixo dos joelhos ou mais comprido. As marcas de expressão que surgem quando sorrio, ele adora. Me conta que são duas linhas ao lado do olho direito e do olho esquerdo são três. Observa, contempla, enumera. Vê graça nos detalhes em que nunca reparei.
Enquanto ele trabalha me acomodo na rede e leio. Finjo não perceber que me olha de soslaio. Simulo surpresa quando ele diz que me viu chorar imersa nas palavras ou quando, comigo, para elas sorri. Mulherzinha. Frágil e doce mulherzinha. Como jamais sonhara ser um dia.
Ele imita meu jeito de fechar a geladeira com os flancos e, quando preparo o almoço, diz que alcachofras à veneziana não seriam tão saborosas se não tivesse visto meus gestos durante o preparo. Cronometra meus passos. Me persegue pela cozinha e me conduz ao conforto do algodão branco em seu quarto.
Me desarma quando, durante as dicussões, fala que meus olhos ficam mais verdes e mais bonitos se estou nervosa. Joga baixo e ganha. O prêmio somos nós.
Quando estou feliz sorrimos juntos. Se entristeço me abraça. Afaga meus cabelos, desliza entre os dedos o ouro fino e macio. Cúmplices, descobrimos um ao outro na troca de olhares. E nós, sempre cheios de frases crases e pontuação, silenciamos. Nem sempre precisamos das palavras.





Déa Paulino ( Minha amiga maravilhosa, dançarina e escritora )
Leia mais em : http://www.rangonamadrugada.blogger.com.br/


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