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quinta-feira, agosto 31, 2006


AMAR É PARA SER...


Quando o amor está em causa,
Não quero ter
Apenas quero ser.
Ser é amar, é viver.
Ter é ter certeza de não mais amar.
Por isso eu não o tenho,
Apenas sou,
E me faço ser notada por simples jeito de ser.
Eu amo,
Assim dou espaço àquele que me ama...
Deixo de ter amor para Ser amor.
Deixo de ter ardor para Ser puro amor.
E,Amar é para ser.
E,Não para ter...



PAOLA VANNUCCI ( escreve no http://pvannucci.blogspot.com/ e assim como eu, também faz parte do http://vernaculianos.blogspot.com/ todas as sextas -feiras.)

sexta-feira, agosto 18, 2006


NERO SEM TOCHA NÃO É NADA


Por Claudio R.klawdyos@ig.com.br

Nero conheceu Francesca e depois daí mudou completamente, ele odiava o seu nome, mas depois que ouviu - dela é claro - que não existia nada mais prazeroso de se ouvir que o próprio nome, ele começou a gostar até daquela estranheza de denominação. Todo mundo estava achando extraordinária aquela sua mudança um tanto quanto repentina, até sua mãe dizia ter desconhecido o filho naquelas últimas 04 semanas; seu pai queria deserdá-lo; seu chefe queria demiti-lo; seus amigos queriam que ele se fodesse.

Não falava noutra coisa, - Francesca me disse isso outro dia; Ah, Francesca me levou pra assistir um filme!... Que cervejada, vou ter que sair com a Francesca no domindo a tarde... ? Ele estava insuportável, não falava três palavras sem que Francesca não fosse a quarta...-

Que quarta o que, olha o respeito! Francesca sempre foi a primeira...Estão vendo como ele ficou, até no meu texto quer interromper - fica na sua deixa que eu escrevo.

?Perdão essa pequena discussão.? Como eu ia dizendo, o negócio estava tão chato que alguém teve que intervir, e coube a ele mesmo, incomodado com o seu próprio comportamento, aparecer das profundezas do seu ser, lá do âmago dele mesmo, para lhe dá uns puxões de orelha.

Ele tinha ido almoçar com ela, o que já era uma rotina até, foi ao toalete, quando lavava as mãos e o rosto, ouviu alguém falando:

- Você está achando bonito tudo isso?

- Quem está falando? De onde vem essa voz? Será que eu estou ficando doido? ? Nero nem ao menos levantou a cabeça pra ver de onde vinha a voz, olhou para um lado e para o outro, para trás, mas quem queria falar com ele estava à sua frente.

- Levanta a cabeça e olha pra mim ? a voz era impositiva, forte, estava muito ofendido com aquilo tudo, e continuou ? você acha bonito toda essa sua patacoada, estragando tudo que eu construí.

- Eu devo está doido, ?eu falando comigo mesmo no espelho?, e o pior, o eu do espelho lá ainda quer mandar ? Nero desdenhava do ?eu? dele imperativo, achando que era maluquice da sua cabeça apaixonada.

- Você deve está doido por está se tornando este perdedor de hoje, olha direito no espelho e veja. Você está com cara de bobo.

- Estou nada, minha cara nunca esteve tão boa, estou ótimo, minha pele até esticou... ? O do espelho o interrompeu:

- Ora, ora, nunca que eu andei me preocupando com rigidez de pele, que diabos está acontecendo? Até o nome, pode uma coisa dessas.

- O que tem o meu nome? O nome bonito, imponente...

- E de maluco, aliás, o nome está caindo bem em você. Veja se alguém vai achar bonitinho ser chamado de Nero... ? Nero estava convicto de sua paixão, acreditava ser a coisa certa, e assim não demonstrava muito interesse nos ensinamentos dado pelo espelho ? Ouça a voz da experiência, isso não serve pra você e pra mim também! Olha como você está deixando minha reputação.

- Escuta aqui ? Nero impacientava com toda aquela conversa ? a sua reputação só me deixou mal, comi mais de mil mulheres...

- Epa! Alto lá, você não comeu nada, no máximo tá comendo essa aí.- Ainda não estou comendo ? respondeu um desalentado Nero ? e além do mais ela não é mulher de se comer.

- Como é que é? Quer dizer que ela é o que, por acaso, não tem boceta, ela é entupida? ? sorria sarcasticamente.

- Olha como fala, e como eu ia dizendo, eu comi ? o do espelho já ia interromper, mas Nero se corrigiu ? você comeu mais de mil mulheres e o que restou? Nada. Não ficou com ninguém, não sentiu carinho por ninguém, ninguém te deixou de bem com a vida, com os amigos...

- Você por acaso está vendo o que os meus amigos estão fazendo contigo? Eles estão te abandonando, você não é mais o mesmo cara que eles conheceram, não é o pegador inveterado, o cara que curtia com eles...

- Eu não tenho mais tempo para curtir com eles, mas sempre os encontro, eles é que...

- Eles que fogem ? interrompeu o do espelho, demonstrando a sua inquietação ? ninguém quer ficar perto de você, a não ser aquela coisa que você nem comendo está. E olha que ela é até gatinha e tudo, mas você virou um bocó. Você está indo na academia?

- Não, mas é por que... ? Ele procurava uma resposta, mirava o teto, circulava o olhar, socava levemente a testa, mas não encontrava outra resposta que não fosse ?Francesca?.

- Tá vendo, você não faz mais nada de bom. As gatinhas da academia... Não acredito que você não enxerga mais isso, não acredito que tudo que eu fiz foi desperdiçado.

- Não sei por que você acha um desperdício...

- Faz o seguinte, coloca sua mão assim, com a costa virada pra mim e a palma pra você ? mantinha um olhar sarcástico enquanto, comandava a ação que viria ? agora vai com ela de encontro a sua cara com toda força.

- Quer me fazer de otário? ? Nero quase que executa a ação ordenada pelo seu eu, mas não fora suficientemente hipnotizado.

- Eu não estou querendo te fazer de otário, você se fez dum otário e só você não vê isso. Veja só! Querer romance, namorinho no portão, andar de mãos dadas, e nada do bem bom, deve ser por isso que você está bestificado deste jeito.

Nero responde num tom zen: - A paixão é bom, é uma coisa boa de sentir, te deixa revigorado...-

Revigorado o cacete! Eu tinha 48 cm de bíceps e olha só pra este ser raquítico, mirrado, nem comido tem direito, aliás, nem sei o que veio fazer aqui. Já sei, veio gastar dinheiro. O dinheiro que as minhas excelentes idéias me deram. ? Nero interrompeu dizendo:

- Olha só, imagem não é nada, tudo bem, serve pra ganhar umas meninas, mas as mulheres de verdade gostam do que você sente aqui ? apontando o indicador do lado esquerdo do peito ? onde nós guardamos os nossos verdadeiros sentimentos.

- Por acaso você mijou hoje?

- Mijei, por que?

- Só pra saber se você ainda se lembra o que tem dentro das calças, ultimamente você só deve está usando pra mijar mesmo... E escuta aqui! Para com esse lenga-lenga pseudo-romântico, vá se foder, ou melhor, vá foder com alguém, quer romance vá ler um livro.Nero pacientou-se, refletiu nas lições do espelho e disse: - Eu vou tomar uma decisão, não se preocupe, estamos combinados. Além do mais eu já demorei de mais aqui e a Francesca já não deve está gostando muito disso.

O do espelho colocou uma das mãos tapando a face e a outra expulsando Nero dali, como se antevisse que o imperador não está tão imperador assim e que a relação que ele arranjara, tal qual Roma, só estava queimando a sua fama de colecionador de conquistas.

- Oi Francesca, desculpe a demora, eu tenho uma coisa pra te dizer, eu estive pensando muito e... Deixa eu te falar no ouvido ? puxou-a para falar no ouvido, ela soltou um risinho amarelo e respondeu:

- Ora Nero! Eu pensei que você nunca fosse me convidar... Mas vai ser onde, no meu apartamento ou no seu?

- Tanto faz, pode ser no meu... Agora vamos comer bem pouquinho para não da uma congestão.


(Claudio R. O Ladrão de Palavras depositadas no próprio subconsciente e que anseiam, com tamanha urgência, emergir para o papel.)

Claudio por ele mesmo. ( Para ler mais e saber mais acessem : http://oladraodepalavras.blig.ig.com.br/ )


quinta-feira, agosto 10, 2006


Por Déa Paulino.


a princípio
proferi o prólogo
procurei o precipício
pari palavras produzidas nas profundezas pequenas
e prolixas pílulas de prata pérolas de prazer
palavras pulverizadas proliferação pontos particulares
de pensamento partituras,
peças pretensão palavras pipa
palavras prego
palavras parvas
palavras paixão
palavras prostituem? as minhas, não

Déa Paulino , minha amiga.

Sirvam-se de suas palavras em : http://www.rangonamadrugada.blogger.com.br/

(Aquela que devora fartos banquetes de palavras para devolvê-las ao mundo como aperitivo.Todos os meus pensamentos incertos; soltos ao vento, vagando nas entrelinhas. Desejos confusos, passagens inesperadas ou inspiradas. Muito aprendizado e nenhuma convicção)

Déa por ela mesma.



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